Grupo transdisciplinar dedicado a estudos do som e processos criativos nos domínios da arte, comunicação, ciência e tecnologia. Nas reuniões são apresentados resultados de pesquisas, projetos criativos e trabalhos em andamento.

Grupo transdisciplinar dedicado a estudos do som e processos criativos nos domínios da arte, comunicação, ciência e tecnologia. O âmbito de abordagem abrange diversos aspectos relativos ao som como: música, comunicação social, estética, cognição, criação e produção artística, indústria criativa, meio ambiente, ecologia, acústica, psicoacústica, psicofisiologia, saúde, educação, documentação e tecnologia da informação. Em processos criativos são abordadas idealização, concepção e construção de obras artísticas, análise musical, narrativas sonoras em contexto multimeios, criação artística assistida por meios tecnológicos, recursos criativos em arte e comunicação, sendo o interesse central do grupo, mas não exclusivo, os processos criativos relacionados às artes sonoras.
Participam do Grupo pesquisadores da Unicamp e de outras instituições do Brasil apresentando resultados de pesquisas, projetos criativos, trabalhos em andamento em seminários e discussões abordando problemas e desafios da área. Com sua atuação, o grupo busca fomentar a produção científica, o desenvolvimento tecnológico e a criação em arte e comunicação.
Os trabalhos do grupo têm sido abertos à participação de estudantes interessados nas temáticas abordadas.
Agenda 2026
Em 2026 o GESom se dedica ao tema “Conhecimento sonoro: do estatuto epistemológico aos regimes de validação e certificação“.
Se o conhecimento pode existir como som, são necessários mecanismos de prova, verificação, análise e certificação que não dependam exclusivamente de texto e percepção visual.
O conhecimento é de natureza múltipla e se representa de diversas maneiras, dentre as quais a sonora. Sua transdução em sinal – através de suportes e mídias de áudio – dá origem à inúmeras possibilidades de recursos de comunicação, transmissão, inscrição e armazenamento. Entretanto, há séculos os regimes institucionais de validação acadêmica privilegiam o conhecimento textual e representado por imagens oculocêntricas, aceitando o sonoro quando reduzido a referente, exemplo ou a ilustração, sendo somente incluído na narrativa após ser transcrito, descrito, legendado, textualizado. A prioridade do olhar e a visão em nossa civilização é tão marcante que Marcel Duchamp designava a modalidade reduzida da faculdade de ver e olhar por “dimensão retiniana”. Alguns conhecimentos incorporados aos sons, irredutíveis a outros meios, suportes ou formas de expressão, só são acessíveis por comunicação sonora. Para preservá-los e envolvê-los em nosso pensar é preciso aceitá-los da maneira como podem chegar até nós, através de nossas orelhas. A questão não é apenas aceitar itens em mídias sonoras como documentos instituídos, mas, sobretudo, aceitar o sonoro como forma epistemológica. Nossa premissa é antirreducionista: O conhecimento não se reduz ao proposicional. Há conhecimento sensível, incorporado, inferencial e situacional que se dá por formas sonoras. Partimos das possíveis maneiras de representação de conhecimentos em formas sonoras – inscritas, incorporadas ou inerentes. Verificamos em seguida as categorias de conhecimentos sonoros nelas identificados ou delas decorrentes. Temos assim uma taxonomia de representação do conhecimento em meio sonoro definindo um espaço epistemológico referencial de base, no qual pesquisadora/es poderão demarcar domínios de investigação.
- Representações do conhecimento sonoro: linguística e discursiva ou semântico-proposicional (compreendendo verbal-proposicional); intencional ou paralinguística de atitude e postura; afetiva-psicofisiológica; incorporada de desempenho, competência e habilidade técnica; indexical-evidencial (traço / vestígio); de identidade e reconhecimento; espacial (localização, distância, geometria); ambiental, ecológica e sistêmica formal e poética (inteligibilidade imanente).
Para mais informações sobre as categorias apresentadas acesse aqui. Há inúmeros domínios híbridos potenciais possíveis entre as categorias acima.
Participantes 2026
Coordenação
- Prof. Dr. José Augusto Mannis (Unicamp) (coordenador) <jamannis@unicamp.br>
- Prof. Dr. Francisco Zmekhol (Unicamp) (coordenador-associado) <zmekhol@unicamp.br>
Membros
- Ana Roseli Paes dos Santos (UFT), Profa. Dra.
- Anselmo Guerra (UFG), Prof. Dr.
- André Domingues (UFSB), Prof. Dr.
- André Luiz Olzon Vasconcelos (PUCamp, Belas Artes, FASM), Prof. Dr.
- Anna Maria Kieffer (Cantora, Produtora, Pesquisadora)
- Francisco Zmekhol Nascimento de Oliveira (UNICAMP), Prof. Dr.
- Igor Abdo Aguilar (UNICAMP), Estudante, Mestrando em Música
- Ivan Eiji Simurra (UNICAMP), Prof. Dr.
- Janete El Haouli (UEL), Profa. Dra.
- Lucas Zewe Uriarte (UEM), Prof. Dr.
- Manuel Falleiros (UNICAMP), Pq. Dr.
- Marco Scarassatti (UFMG), Prof. Dr.
- Marta Oliveira Fonterrada (CCPS/UNICAMP) Estudante, Doutoranda em Música
- Murilo Alves Pereira (UNICAMP) Estudante, Doutorando em Música
- Rodolfo Coelho de Souza (USP), Prof. Dr.
- Stéphan Schaub (UNICAMP), Pq. Dr.
- Tadeu Moraes Taffarello (UNICAMP), Pq. Dr.
- Tato Taborda (UFF), Prof. Dr.
- Vanderlei Baeza Lucentini (FASM), Prof. Dr.
- Wilson Roberto Sukorski (Compositor, Produtor, Pesquisador)
- Wilson Rogério dos Santos (UFT), Prof. Dr.
Notícias
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